Final da 1.ª Divisão Distrital / Seniores
GD Ilha 2: Duarte Domingues, Filipe Mano, Nuno Vieira, Luís Silva, Luís Sobreira (Gabriel Nasa, 77'), Tiago Lima (Tiago Fernandes, 62'), Demba Baldé, Dino Oliveira (João Cintra, 77'), Gonçalo Sousa (c) (Tomás Mendes, 62'), Martim Oliveira, Simão Domingues (Gabriel Agostinho, 62').
Não utilizados: Carlos Garcia, Flávio Izata, Fábio Alberto, Eduardo Correia.
Treinador: Rodolfo Cabral.
GDR Boavista 4: Roberto Silva, Gabi Santos (Fábio Carvalho, 72'), Bernardo Silva, Zé Rafael (Nuno Carvalho, 72'), João Roberto (c), Kiko Guarda, Luís Franco, Guilherme Silva (João Oliveira, 50'), Tiago Borges (Ricardo Caseiro, 85'), Romeu Neca, Rodrigo Monteiro (Douglas Silva, 72').
Não utilizados: Rodrigo Caseiro, David Lisboa, Miguel Costa, Rodrigo Faria.
Treinador: Nelson Brites.
Estádio Municipal da Marinha Grande
Árbitro: António Lopes.
Auxiliares: Ricardo Nobre e Rafael Roque
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: 1-0 Filipe Mano (19'), 2-0 Demba Baldé (45'), 2-1 Luís Franco (49'), 2-2 Romeu Neca gp (56'), 2-3 Rodrigo Monteiro (67'), 2-4 Romeu Neca (73').
Disciplina: Amarelo a Luís Franco (13'), Romeu Neca (29'), Dino Oliveira (34'), Tiago Borges (57'), Zé Rafael (64'), Nuno Vieira (75'), Fábio Carvalho (76'), Luís Silva (79'), Ricardo Caseiro (87'), Douglas Silva (90'), Filipe Mano (90'+3)
Num jogo em que esteve em desvantagem por 2-0, a equipa do GDR Boavista conseguiu uma reviravolta sensacional na partida e venceu por 2-4, culminando assim da melhor forma uma época histórica, em que não somou qualquer derrota em jogos oficiais.
Sendo uma final, foi com naturais cautelas que as duas equipas abordaram o início da partida. Ainda assim, nos primeiros minutos da partida a equipa do Boavista vai ter algum ligeiro domínio territorial, vai beneficiar de alguns cantos, mas na verdade nunca conseguiu criar lances de verdadeiro perigo. Vai mesmo pertencer à equipa do GD Ilha o primeiro lance de perigo, num remate frontal de Gonçalo Sousa, para defesa apertada de Roberto Silva. Aos 19', novo lance de perigo para a GD Ilha, com Demba Baldé a desequilibrar na esquerda, mas o remate acaba desviado para canto. No seguimento do canto estudado, bola cruzada para a área, há um primeiro cabeceamento ao poste contrário, e depois no interior da pequena área, Filipe Mano cabeceia certeiro para o primeiro golo da partida. Aos 25, novamente Demba Baldé a ganhar em velocidade, mas uma vez mais Roberto Silva a superiorizar-se. O jovem avançado guineense ia ameaçando, e aos 45' vai mesmo chegar ao golo. Simão Domingues recupera a bola em zona proibida, assiste de imediato Demba Baldé, que desta vez conseguiu superiorizar-se a Roberto Silva, e colocou o GD Ilha a vencer por 2-0 ao intervalo.
O intervalo parece ter feito bem à equipa de Nelson Brites e logo aos 49', Luís Franco na marcação de um livre directo, faz um grande golo e relança a partida. Embalados pelo golo, aos 56', a equipa do Boavista vai mesmo chegar ao empate, com Romeu Neca a concretizar da melhor forma, uma grande penalidade a castigar mão na bola de Luís Silva. Pouco depois, esteve à vista a reviravolta, com Rodrigo Monteiro a isolar-se, mas o remate sai por cima da baliza de Duarte Domingues. Com o vento a favor e moralizado pelos golos, o Boavista estava claramente por cima na partida nesta fase, e não foi de estranhar que aos 67' vá mesmo concretizar a reviravolta na partida. Lance em zona frontal, há um primeiro remate, com a bola a sobrar para Rodrigo Monteiro, que dentro da área não desperdiça e coloca o Boavista a vencer por 2-3. Perante uma equipa da Ilha a acusar os golos sofridos, o domínio da equipa de Nelson Brites era total, e aos 73' Romeu Neca vai reforçar isso mesmo. Livre frontal e com uma execução magistral, o criativo da equipa da Boavista faz um grande golo, o 2-4. Com o jogo a encaminhar-se para o final, o GD Ilha ainda vai dispor de uma boa ocasião, mas Roberto Silva uma vez mais atento e a impedir males maiores para a sua baliza.
Vitória justa da equipa do Boavista, num jogo com duas partes completamente distintas, e onde o factor vento também teve a sua influência. Mas honra seja feita, o Boavista foi sempre uma equipa unida e coesa, mesmo quando esteve em desvantagem de dois golos, e que soube superar-se e chegar à vitória de uma forma épica e que é o culminar de um época de excelência, onde em 23 jogos realizados, não tiveram uma única derrota. Uma palavra final para o GD Ilha, que depois de uma excelente etapa inicial, acabou por ter um desempenho fraco na etapa complementar, mas é algo que não pode por em causa também, toda a excelente época que a equipa de Rodolfo Cabral fez em 2025-2026.
Boa arbitragem de António Lopes, num jogo em que os jogadores também eles, tiveram sempre uma postura correcta.
Diário de Leiria, 8 junho de 2026

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